A masturbação aumenta ou diminui a testosterona? Médicos explicam.

Entendendo a Relação Entre Masturbação e Testosterona
Entre praticantes de atividades físicas, existe uma dúvida comum: será que a masturbação afeta os níveis de testosterona e, por consequência, interfere nos resultados do treino, ganho de massa muscular ou performance? Essa questão circula há anos em academias, fóruns e redes sociais — e muitas vezes é respondida com informações incorretas ou sem base científica sólida.
A verdade é que a relação entre masturbação e testosterona é mais complexa do que simples “aumenta” ou “diminui”. A seguir vamos explicar o que a ciência atual mostra e como isso pode ou não impactar sua rotina de treino e bem-estar.
O Que a Testosterona Realmente Faz no Corpo
Antes de abordar a relação com a masturbação, é importante entender o papel da testosterona:
- É um dos principais hormônios associados ao desenvolvimento muscular, síntese proteica e força.
- Também influencia libido, humor, distribuição de gordura corporal e densidade óssea.
- Os níveis variam naturalmente ao longo do dia, sendo geralmente mais altos pela manhã e variáveis com idade e estilo de vida.
Masturbação Aumenta ou Diminui a Testosterona?
1. Efeito de Curto Prazo
Durante a estimulação sexual (incluindo masturbação) há pequenas flutuações hormonais, com aumento momentâneo de testosterona associado à excitação, seguido de retorno aos níveis basais logo após o orgasmo. Esses picos são temporários e não sustentam níveis mais altos a longo prazo.
2. Estudos Científicos Sobre Hormônios
Estudos publicados em revistas científicas indicam que:
- Um estudo de 2021 mostrou que a masturbação pode contrariar a queda natural do chamado “testosterona livre” ao longo do dia, mas não aumenta os níveis totais de testosterona de forma significativa.
- Pesquisas anteriores não encontraram mudanças relevantes na testosterona total após masturbação ou relações sexuais.
Abstinência Sexual e Testosterona: O que os Estudos Sugerem
Algumas pesquisas apontaram que ** períodos de abstinência (sem ejaculação)** podem estar associados a um leve aumento nos níveis de testosterona total em estudos pequenos. Ainda assim, esses efeitos parecem transitórios e não comprovados como impacto significativo no desempenho atlético ou na síntese muscular.
Masturbação e Treino: Existe Relação com Desempenho?
Uma preocupação comum entre praticantes de musculação é se masturbar antes do treino pode comprometer resultados. A evidência científica disponível indica que:
- Masturbação não reduz permanentemente os níveis de testosterona e, portanto, não deve afetar sua capacidade de ganhar massa muscular.
- A produção de testosterona é regulada pelo seu organismo, e fatores como sono, alimentação, estresse, prática regular de exercícios e composição corporal têm impacto muito maior do que a frequência de masturbação.
Mitos Populares Desmistificados
Mito 1 — Masturbação Diminui Testosterona Permanentemente
Não há evidências científicas confiáveis de que a masturbação cause queda sustentada ou dano ao nível de testosterona no corpo.
Mito 2 — Evitar Masturbação Aumenta Performance no Treino
Embora alguns estudos de pequeno porte tenham observado variações hormonais após abstinência, esses efeitos são muito leves e não indicam melhora significativa de performance física.
Mito 3 — Masturbação Prejudica Ganho de Massa Muscular
Não existe evidência que masturbação comprometa diretamente o ganho de massa muscular, desde que haja treino adequado, alimentação e descanso suficientes.
O Que Realmente Importa Para Otimizar Testosterona Naturalmente
Em vez de focar na frequência de masturbação, concentre-se em fatores comprovados que influenciam positivamente os níveis de testosterona:
- Treinos de força bem estruturados
- Sono de qualidade (7–9 horas por noite)
- Nutrição equilibrada com boas fontes de gorduras, proteínas e micronutrientes
- Controle do estresse e níveis adequados de vitamina D e zinco
- Manutenção de peso corporal saudável
Conclusão: Masturbação Não Controla Seus Hormônios
A relação entre masturbação e testosterona é frequentemente mal interpretada. A evidência científica atual indica que:
- Masturbação pode causar pequenas e temporárias flutuações hormonais, mas não altera de forma significativa os níveis de testosterona a longo prazo.
- Fatores como estilo de vida, treino, sono e dieta são muito mais relevantes para manter níveis hormonais saudáveis e promover desempenho físico.
Para quem treina com foco em resultados físicos e saúde geral, a masturação não deve ser considerada um obstáculo ou ferramenta de manipulação hormonal.
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